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Imaginologia

Introdução

Para a representação adequada da região anatômica de interesse diagnóstico de um paciente são necessárias imagens de alta qualidade. Imagens com qualidade inadequada trazem prejuízos na elaboração do laudo médico, além de possibilitar a repetição do exame, gerando exposições desnecessárias do paciente. Dessa forma, a qualidade radiológica é essencial à elaboração de diagnósticos precisos que resultem em benefício ao paciente, minimizando eventuais riscos da exposição à radiação.

 

Todas as etapas envolvidas na produção do laudo radiológico, desde o armazenamento do filme até a avaliação da luminância do negatoscópio, devem ser tratadas de forma cuidadosa para garantir a qualidade da imagem. Todavia, com o controle das propriedades dos filmes e seu processamento, dos fatores dos filmes e seu processamento, dos fatores geométricos da exposição e das condições de exposição dos raios X, é possível diminuir os problemas de falta de qualidade de imagens radiográficas otimizando, consequentemente, a prática da realização do exame.

 

É muito importante que o profissional que adquire a imagem radiográfica possua conhecimento de todos os parâmetros que controlam sua qualidade. Esses profissionais, na maior parte dos casos, manipulam esses parâmetros afim de realizar imagens para cada condição clínica. A qualidade da radiografia está fundamentada nos princípios da física radiológica.

 

Qualidade Radiográfica

O termo qualidade radiográfica refere-se à capacidade de representação da estrutura anatômica no filme processado ou em um monitor de vídeo. Uma radiografia de alta qualidade é aquela cuja imagem traz bem representados os diferentes tecidos da região anatômica exposta. Imagens de baixa qualidade podem ser definidas como aquelas que trazem dificuldade de diferenciar aos olhos humanos os tecidos da região anatômica exposta.

 

Parâmetros Importantes na Avaliação da

Qualidade de uma imagem Radiográfica:

 

Resolução Espacial

A resolução da imagem pode ser avaliada através da diferença de contraste resultante entre tecidos adjacentes de densidades semelhantes e tecidos com densidades bem diferenciadas.

Contraste ou Brilho da Imagem

 

O contraste ou brilho da imagem depende da energia dos raios X e geralmente independe da fluência de fótons ou do mAs. A energia média de um feixe de raios X depende principalmente da tensão aplicada ao tubo, da filtração e das características do gerador de raios X. Tecidos densos com alto número atômico ou contendo agentes de contrastes farmacológicos apresentam contraste alto em relação à água, enquanto os de baixo número atômico e menos densos, como os tecidos moles, apresentam baixo contraste e menor absorção diferencial dos raios X.

 

O Ruído da Imagem

O ruído da imagem está relacionado às propriedades inerentes ao sistema de aquisição radiográfica, traduzidos em informações visuais de flutuações de valores de densidade ótica em uma região de interesse da imagem.

 

Os principais fatores que interferem no ruído da imagem radiográfica são: o tamanho do grão e o espaço entre eles na emulsão do filme radiológico; a radiação secundária; a homogeneidade da estrutura anatômica e a intensidade dos raios X aplicados. Alguns desses fatores, como a escolha dos parâmetros de exposição e os métodos para redução da radiação secundária, podem ser modificados e controlados pelo profissional que estiver realizando a imagem radiológica.

 

Artefatos Radiográficos

Os artefatos se caracterizam por alterações não esperadas na imagem radiográfica. Distorção geométricas, alterações de densidade, alterações de contraste, projeção de objetos estranhos e defeitos físicos da película, estão entre as principais alterações artefatuais da imagem.

 

Os artefatos radiográficos constituem fator de preocupação em qualquer serviço de radiologia. Com freqüência, radiografias que apresentam artefatos necessitam ser readquiridas, ocasionando gastos de tempo, de material, e, o que é pior, novas exposições para o paciente.

 

Os artefatos podem ter origem em qualquer etapa do processo radiológico. Saber identificar suas causas e como corrigi-las deve fazer parte da rotina de trabalho de todo profissional da área do diagnostico por imagem.

 

Em centros radiológicos que apresentam grande volume de serviço é freqüente a presença de artefatos produzidos por moedas, colares, relógio, aparelhos celulares, piercings e outros objetos que não foram retirados do paciente durante o seu preparo. Outra parcela significativa de artefatos tem relação com o processamento do filme. O uso de baixas temperaturas dos químicos de processamento, excesso de água no revelador, utilização de químicos em concentrações diferentes do recomendado pelo fabricante ou problemas mecânicos nos componentes enroscar e gerar com isto artefatos indesejáveis na imagem.

 

O armazenamento inadequado e o manuseio irregular dos filmes também podem gerar artefatos do tipo véu, mancas diversas, marcas de estática, defeitos físicos da película, entre outros.

 

Por fim, os fatores de exposição (kV e mAs) fora dos padrões estabelecidos nas técnicas radiológicas podem gerar imagens com superexposição e conseqüente aumento na sua densidade radiográfica (imagem escura) ou imagens com subexposição e radiografias com baixa densidade (imagem clara).

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APOSTILAS DO PROFº CLÁUDIO SOUZA:

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