




PRA SABER MAIS:
DENSITOMETRIA ÓSSEA
A densitometria é um exame radiológico utilizado para medir a densidade mineral óssea, ou seja, a “consistência” do osso, permitir uma avaliação do potêncial de risco de fraturas e diagnosticar quadros de osteopenia ou de osteoporose, doenças nas quais a densidade e a quantidade de minerais são baixas.
O resultado deste exame é feito de forma comparativa, utilizando padrões estabelecidos para cada idade e sexo.
Atualmente, a técnica padrão para determinar a densidade óssea é chamada densitometria por DEXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry).
A densitometria por DEXA é simples e indolor, e leva de 02 a 04 minutos para ser realizada. A máquina mede a densidade óssea detectando a extensão na qual os ossos absorvem fótons (fótons são partículas atômicas sem carga), que são gerados por níveis baixos de raios-X (cerca de 10 vezes menor do que uma radiografia convencional de coluna e 100 vezes menor do que um exame de tomografia computadorizada).
As medidas da densidade mineral óssea são geralmente reportadas na concentração média de cálcio, nas áreas escaneadas pelo aparelho. A densidade óssea é preferencialmente medida no quadril. A densitometria óssea também pode ser avaliada a partir da coluna, porém em idosos o resultado pode não ser muito confiável, pois pode apresentar valores maiores que os reais devido à compressão das vértebras por alterações secundárias à quadros de artrite.
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Casos de suspeita de gravidez devem sempre ser reportados ao médico antes da realização do exame.
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A rotina diária anterior a este exame não precisa ser alterada, seja em relação a alimentos, bebidas ou remédios ingeridos, exceto por medicamentos que contenham cálcio. Estes medicamentos devem ser evitados por 24 horas antes do exame de densitometria óssea.
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O paciente não deverá ter se submetido a exames de Medicina Nuclear pelo período anterior há 72 horas e não deverá ter realizado exame radiológico com uso de contraste (neste ultimo caso, devem-se aguardar pelo menos 05 dias para a realização deste exame).
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No dia do teste, o paciente deverá comparecer com roupas leves e sem metais (zíper, botões, broches, etc...), mas normalmente é fornecido pelo hospital ou clínica um avental ou bata adequada à realização do exame.
RESULTADO DOS EXAMES:
O exame fornece o valor absoluto da densidade mineral óssea da área estudada em mg/cm2. A osteoporose é diagnosticada quando a densidade óssea cai a um ponto onde fraturas poderão ocorrer com o mínimo estresse local.
A osteoporose é determinada pela medida da densidade óssea e comparando o resultado com as referências. Deve ser notado que índices baixos de densidade óssea não são muito específicos em determinar o real risco de fraturas, sem se considerar outros fatores de risco para este tipo de ocorrência.
Em geral, são seguidos os seguintes passos para determinar a osteoporose:
Densidade mineral óssea (Bone Mineral Density – BMD) é medida geralmente no osso do quadril.
As medidas de BMD são dadas em mg/cm2. Esta é a concentração média de mineral ósseo nas áreas escaneadas. Em geral, o resultado é considerado normal se os resultados são maiores que 833 mg/cm2. Uma baixa densidade óssea (osteopenia) está em valores entre 648 e 833 mg/cm2. A osteoporose é diagnosticada com resultados abaixo de 648 mg/cm2.
Estas medidas ainda não se correlacionam com o real risco de fratura, devendo também ser estimados os fatores de risco e outras considerações. O próximo passo é comparar a BMD do paciente com a densidade óssea normal, que é definida como a média de BMD em quadris de mulheres caucasianas* em pré-menopausa.
Devido ao fato das referências serem baseadas em mulheres caucasianas, elas não necessariamente se aplicam a homens ou a mulheres não caucasianas. Por exemplo, os homens têm um menor risco de fratura no mesmo desvio padrão que mulheres. Estão em estudo novas referências para estabelecer protocolos de risco também para estes grupos.
*Caucasiano
É uma palavra normalmente usada como um adjetivo que descreve a maior divisão étnica da espécie humana, especialmente as de origem européia que tem características distintivas, tais como a cor da pele, que varia de muito clara a morena, e cabelos finos, de lisos a ondulados ou crespos. Esse significado foi usado pela primeira vez pelo antropólogo alemão Johann Blumenbach, já que a região do Cáucaso (próxima ao mar Negro) é a terra de origem da maioria das raças brancas do planeta.
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