

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
É um exame que usa campo magnético para gerar imagens em alta definição de ossos, órgãos e tecidos do corpo humano. É um dos melhores recursos para analisar com detalhes a anatomia do corpo, pois aponta com precisão tumores, doenças degenerativas, coágulos e traumas. A RM ajuda os médicos no diagnóstico e no acompanhamento de uma série de doenças e condições, sendo um grande guia para cirurgiões durante operações e procedimentos invasivos.

COMO FUNCIONA A RESSONÂNCIA MAGNÉTICA:
A RM não usa os raios-X. Na verdade, como o nome indica, o procedimento se vale das propriedades magnéticas dos átomos de hidrogênio, encontrados em abundância no corpo humano. O escâner por IRM gera um forte campo magnético que faz com que os núcleos desses átomos de hidrogênio se alinhem (Fig. 1 A, B). Sob a influência de um pulso curto de ondas de rádio, os núcleos são empurrados para fora de seu alinhamento com o campo principal (Fig. 1 C).
Em seguida, eles voltam para a posição inicial (Fig. 1 D), emitindo assim sinais eletromagnéticos que podem ser usados para reconstruir uma imagem do interior do corpo (Fig. 1 E). Uma vez que os prótons presentes em tecidos diferentes do corpo (por exemplo, gordura vs. músculo) têm velocidades diferentes de realinhamento, as diferentes estruturas do corpo podem ser reveladas.

COMO FUNCIONA A RESSONÂNCIA
MAGNÉTICA COM CONTRASTE
O contraste permite uma melhor visualização dos tecidos e dos vasos sanguíneos. Ele ajuda a detectar lesões, distinguir tumores e ainda aumenta as chances de cura do paciente.
Por dentro do corpo humano
A aplicação do contraste é a última etapa da ressonância magnética. Às vezes, certos tumores são tão pequenos que não aparecem no exame tradicional. Em caso de suspeita, o radiologista deve recorrer ao contraste para fechar o laudo radiológico. O contraste é importante porque permite uma melhor visualização dos tecidos e dos vasos sanguíneos. Com ele, é possível distinguir um tumor benigno de um maligno.
Todo cuidado é pouco
Ao contrário de outros exames, como a radiografia ou a tomografia computadorizada, a ressonância magnética não emite radiação. Mesmo assim, ela requer alguns cuidados. Por utilizar um campo magnético que ajuda na formação de imagens, o exame de ressonância magnética é contraindicado, com ou sem contraste, para pacientes com válvulas cardíacas, implantes auditivos ou próteses dentárias, entre outros.
Coceira e vermelhidão
Embora seja menos arriscado que o iodo, o gadolínio também pode causar reações adversas, comococeira e vermelhidão. Nesse caso, pessoas com histórico de alergia a qualquer tipo de medicamento devem ser submetidas, como medida de precaução, a um preparo antialérgico que minimiza os efeitos da substância. O percentual de reação alérgica ao gadolínio é baixo e gira em torno de 2%.
De barriga vazia
Antes de ser submetido a uma ressonância magnética por contraste, o paciente deve fazer jejum por um período mínimo de seis horas. Em alguns casos, a aplicação do contraste por via intravenosa pode causar indisposição e mal-estar ao paciente no momento do exame. Em caso de vômito, o paciente pode sofrer uma broncoaspiração (aspiração de corpos estranhos pelas vias aéreas) dentro do gigantesco magneto que existe no aparelho de ressonância magnética.
Medida de segurança
O uso do gadolínio deve ser evitado em portadores de insuficiência renal. Como tais pacientes não conseguem eliminar a substância, ela tende a se acumular no sangue. Daí, o risco de provocar umasíndrome chamada esclerose sistêmica. Segundo recomendação dos órgãos internacionais, o gadolínio só deve ser utilizado em pacientes com insuficiência renal em casos estritamente necessários.
Substância inócua
Um dos contrastes mais utilizados na ressonância magnética é ogadolínio. Mas, ao contrário dos contrastes utilizados em exames de tomografia computadorizada, o gadolínio não contém iodo, que é uma substância com alto teor alergênico. Por isso mesmo, pacientes alérgicos a camarão ou a outros frutos do mar, que contêm muito iodo, não devem ser submetidos à tomografia computadorizada.
Hora de ir para casa
Na maioria das vezes, o paciente submetido a uma ressonância magnética por contraste pode retomar as suas atividades normais já no mesmo dia do exame. A tendência é que o contraste seja excretado naurina no prazo máximo de 24 horas. O uso do contraste não altera o tempo médio de realização do exame de ressonância magnética, que pode variar de 20 a 50 minutos
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