
RADIOLOGIA DIGITAL
Desde a descoberta dos raios X por Wilhelm Konrad Roentgen em 1895, a Radiologia manteve-se inalterada na sua essência atémeados dos anos 60, sendo uma energia modulada que ao atravessar o corpo é registada num receptor, o filme radiográfico ou o ecrã radioscópico, como uma representação analógica.
O extraordinário desenvolvimento dos computadores, quanto à sua capacidade e miniaturização, permitiu revolucionar o conceito de Radiologia, tornando possível o advento da tomografia computorizada (TC), e abrir toda uma gama de novas possibilidades, com especial ênfase para o uso de energias não ionizantes.
O profissional passou a conviver com um novo conceito de representação do objecto radiológico - a representação digital.
Enquanto a uma representação analógica subjaz uma possibilidade infinita de valores diferentes distribuídos no espaço, umarepresentação digital é discreta, com mudanças bruscas entre valores que são invariáveis dentro de certos limites, cuja dimensão define a unidade elementar da imagem, designada por pixel (picture x element). No equipamento tradicional o estudo é obtido da sensibilização de um filme comum por meio de raios-X.
Na radiologia digital, o filme convencional é substituído por uma película especial, sensível aos raios-X, que é lida por equipamento moderno de computação, o que proporciona uma imagem de alta resolução.
Esta representação digital leva a uma resolução espacial pior que a da imagem analógica. Realmente uma radiografia simples, que é uma imagem analógica, tem como limite da resolução espacial o tamanho do grão fotográfico, muito mais pequeno que o tamanho do pixel.
Onde residem então as vantagens da imagem digital?
Em primeiro lugar na resolução de contraste que advém da incomensuravelmente maior discriminação dos novos receptores e da diminuição do ruído que é cerca de 1/10 do da radiografia. Só este factor tem um peso muito significativo no índice sinal/ruído, tornando a imagem muito mais diagnóstica.
Mas além disso, a radiografia convencional, ao mesmo tempo que é um detector pouco discriminativo, de valores fixos, e documento único, sobre o qual se faz a leitura, ainda tem de ser transportada até todos os potenciais utilizadores, e finalmente tem de ser arquivada. Ao contrário, a imagem digital contempla a possibilidade de ser representada de múltiplas maneiras, utilizando a restrita gama de cerca de 30 cinzentos que os nossos olhos são capazes de discriminar, entre as milhares que o processo disponibiliza, centrados em estruturas diferentes e com representações diferentes.
Num tórax, por exemplo, pode-se centrar a imagem nas altas atenuações e assim estudar o medias tino e a coluna, ou pode-se centrar a imagem nas baixas atenuações e estudar o parênquima pulmonar. Com o uso criterioso deste sistema de janelas, as diferenças de contraste podem ser postas em evidência.
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